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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Com foco no PMDB, ação enfraquece tese de impeachment

                     

 (Foto: reprodução internet)

 Investigação causa mais dano do que lucro a opositores de Dilma

Como a Operação Catilinárias se concentrou em políticos do PMDB, partido do vice-presidente da República, Michel Temer, causa mais prejuízo do que lucro aos que defendem o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Provoca mais dano porque enfraquece ainda mais o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e lança dúvidas com relação à extensão das investigações sobre o PMDB.

Ou seja, ontem foi dado um passo importante numa apuração que já começou, mas que ainda está longe de terminar. Outros peemedebistas importantes foram atingidos. Ao colocar o foco no PMDB neste momento, a ideia do impeachment perde força.

No entanto, há um poderoso aliado do governo, o presidente do Senado, Renan Calheiros, que foi atingido indiretamente e que está na mira dos investigadores. A eventual perda do apoio de Renan pode dar força aos que defendem o impedimento da presidente Dilma.

O vice-presidente Michel Temer permanece preservado em meio ao furacão da Lava Jato. Esse é um fator que alimenta a ala do PMDB que defende o impeachment. Mas o percalço dos defensores da queda da presidente é maior.

A ideia de que derrubar Dilma e instalar o PMDB no poder poderia proteger figurões peemedebistas se choca com a realidade. Como disse o delator Fernando Baiano em reportagem do jornal “O Globo” de hoje: “Tem muito pra acontecer”. E o mais provável é que o PMDB sofra tanto com a Lava Jato quanto tem sofrido o PT.

*

Ao dizer, pela enésima vez, que o governo manipula as investigações, Eduardo Cunha faz uma má defesa. Mais uma vez, o presidente da Câmara joga na confusão para tentar desqualificar as graves acusações contra ele.

Se o governo tivesse o poder de influenciar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o ministro do STF Teori Zavascki, dificilmente dois ministros que são contra o impeachment estariam no alvo das investigações. Os ministros Henrique Eduardo Alves (Turismo) e Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) são do grupo peemedebista que procura salvar o mandato da presidente Dilma. Há petistas presos em Curitiba.

Janot e Zavascki têm dado demonstrações de equilíbrio e rigor na investigação que derrubam a argumentação de Cunha. Aliás, esse tipo de alegação acaba por prejudicar o presidente da Câmara, porque só reforça a energia dos investigadores da Lava Jato para esclarecer os fatos e, eventualmente, reunir mais munição para pedir o afastamento de Cunha ao Supremo Tribunal Federal.

Cunha é muito resistente e tem todo o direito de ampla defesa, mas, a cada dia, cresce a sua lista de inimigos e de dificuldades.

 Com informações de KENNEDY ALENCAR-Jornal da CBN
  BRASÍLIA

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