![]() |
| Foto: Reprodução |
A movimentação de bastidores e os recados vindos de Brasília lançam dúvidas sobre o futuro da aliança que começou a ser desenhada entre o PL e o PSDB no Ceará. O entendimento, que vinha sendo articulado de forma discreta, agora enfrenta obstáculos políticos e estratégicos que podem mudar completamente o rumo das negociações.
O deputado federal André Fernandes é apontado como o principal entusiasta da composição. A aproximação com o PSDB fortaleceria o projeto de lançar o pai, o deputado estadual Pastor Alcides, ao Senado, ampliando o palanque e garantindo sustentação eleitoral à candidatura.
As conversas, porém, foram interrompidas após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se posicionar contra o apoio do PL a quem, no passado, fez críticas e ataques à família Bolsonaro. A manifestação foi interpretada como um veto político e esfriou as articulações no Ceará.
Um novo elemento entra no cenário, que é a estratégia nacional do clã Bolsonaro de lançar candidatos próprios aos governos estaduais para dar sustentação à eventual candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro.
Caso essa diretriz prevaleça, o PL cearense poderá abandonar de vez a construção da aliança com o PSDB e priorizar um projeto próprio.
Em comentário no Jornal Alerta Geral, o jornalista Luzenor de Oliveira avaliou que, do ponto de vista político e eleitoral, a estratégia da família Bolsonaro é coerente com o objetivo de fortalecer o palanque presidencial, mesmo que isso represente o rompimento de alianças regionais.




0 Comentários