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terça-feira, 29 de agosto de 2017

A um ano da Copa do Mundo, Neymar tem maior descanso da carreira

© Lucas Figueiredo/CBF


Após cinco meses, Neymar, 25, está de volta à seleção brasileira. A ausência não foi por suspensão ou lesão, mas estratégica. Poupado dos amistosos contra Argentina e Austrália, em junho, o atacante teve pela primeira vez desde 2010 descanso da seleção. Foram seis anos seguidos se apresentando no meio do ano para treinos e campeonatos pelo time nacional, da Copa América de 2011 aos Jogos Olímpicos de 2016, passando pelo Mundial de 2014.

Pensando na próxima Copa do Mundo, disputada em junho e julho de 2018, na Rússia, a comissão técnica da seleção resolveu dar um período de descanso ao atleta. Com isso, ele acumulou 48 dias de férias entre o último jogo oficial pelo Barcelona, realizado dia 27 de maio, e o retorno ao clube em 14 de julho, quando se apresentou para a pré-temporada, antes da negociação com Paris Saint-Germain (FRA).
O período de descanso é bem maior do que o atacante teve antes do Mundial de 2014, por exemplo. Devido à participação da seleção brasileira na Copa das Confederações de 2013, ele teve apenas 29 dias de férias.
Colaborou para isso a ausência do Brasil na Copa das Confederações deste ano. A vaga foi perdida com a eliminação do time nas quartas de final da Copa América de 2015, disputada no Chile.
"Neymar não tinha folga há anos. Ele disputou Copa das Confederações, Copa do Mundo, Olimpíada. Ele necessitava de uma interrupção para que pudesse estar em plenas condições físicas para 2018", afirmou o preparador físico da seleção brasileira, Fábio Mahseredjian.
"Acredito que isso será muito benéfico, não só para ele [Neymar] como para qualquer atleta, tanto no aspecto físico como no mental. Faz com que ele encare a temporada com as baterias recarregadas", completou.
O atacante se apresentou à seleção nesta segunda (28), em Porto Alegre, onde o time enfrenta o Equador, nesta quinta (31), às 21h45, pelas eliminatórias da Copa de 2018. O Brasil já garantiu sua vaga para o Mundial. A programação da seleção para a próxima Copa do Mundo ainda não foi definida, mas se o jogador atingir as expectativas do seu novo clube e chegar à final da Liga dos Campeões, dificilmente terá outro período de descanso.
A final do torneio europeu de clubes será em 26 de maio de 2018, 19 dias antes do início da Copa do Mundo, em 14 de junho. Em 2014, por exemplo, os jogadores da seleção se apresentaram para treinos 17 dias antes do Mundial.Por outro lado, pela superioridade técnica do PSG sobre seus adversários no Francês, espera-se que o atleta seja menos exigido no Nacional do que nas temporadas anteriores, quando, pelo Barcelona, disputava ponto a ponto o título com o Real Madrid.
Mesmo sendo bem-vindo, o descanso não foi essencial para Neymar em outros momentos. Quando estava no Santos, ele chegou a disputar duas partidas em um intervalo de pouco mais de 24 horas. Em 2012, ele disputou amistoso contra a Suécia pela seleção. No dia seguinte, jogou pelo Santos na vitória sobre o Figueirense por 3 a 1, pelo Brasileiro -fez um gol. Apesar disso, o histórico dos últimos Mundiais mostra que uma temporada menos desgastante é fundamental para um bom desempenho na Copa do Mundo.
Desde 1994, o melhor jogador do planeta e os craques de mais brilhante performance na temporada não conseguem bons resultados nos Mundiais. Destaque da temporada 1997, Ronaldo foi bem na França, em 1998, mas passou 40 dias parado antes do Mundial com lesão no joelho.
Na Copa de 2002, Luís Figo, eleito o melhor do mundo um ano antes, chegou extenuado à Ásia e pouco fez, assim como Zinédine Zidane. Ronaldinho Gaúcho em 2006, Messi em 2010 e Cristiano Ronaldo em 2014 são outros exemplos que não conseguiram jogar bem na Copa do Mundo muito por conta de uma desgastante temporada. 
Com infomações da Folhapress.

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