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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Municípios têm R$ 43 bi em restos a pagar e cenário é ruim para novos prefeitos

Municípios têm R$ 43 bi em restos a pagar e cenário é ruim para novos prefeitos (Foto : Reprodução)

O cenário financeiro para os sucessores dos atuais prefeitos tem adversidades que podem comprometer os primeiros seis meses das novas administrações. Um estudo realizado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), publicado, nesta segunda-feira, pelo Jornal Valor Econômico, mostra que os atuais gestores começaram 2016 com restos a pagar no valor de R$ 43 bilhões.
Os restos a pagar são dívidas transferidas para o ano subseqüente e, com isso, se arrastam por um bom tempo. Com a crise econômica e a queda na arrecadação tributária e conseqüente redução no FPM (Fundo de Participação dos Municípios),  parte dos débitos ainda não foi quitado e, com isso, um bom montante da dívida ficará para os prefeitos que assumirão o mandato no dia primeiro de janeiro de 2017.
A dívida atinge 4.688 cidades – entre pequenos municípios e capitais. Em alguns municípios do Ceará, as dívidas se acumulam e o quadro financeiro tende a ficar ainda mais crítico. O relato do Valor Econômico aponta que ”os prefeitos eleitos vão encontrar as contas dos municípios em situação precária. Há contas em atraso, adiamento de despesas e crescimento exponencial dos chamados restos a pagar”.
Segundo o Estudo feito pela Firjan, com destaque na reportagem, ”4.688 municípios, incluindo as capitais, inscreveram R$ 43 bilhões em restos a pagar para serem quitados em 2016, o equivalente a 57,9% da disponibilidade de caixa, quase o dobro de 2008 (30,4%).em restos a pagar para serem quitados em 2016, o equivalente a 57,9% da disponibilidade de caixa, quase o dobro de 2008 (30,4%)”.
Com base nesses números, a
queda de receitas de arrecadação e de transferências, conforme a reportagem, afetou a capacidade dos municípios de fazer frente às despesas correntes. ”O atraso no pagamento a fornecedores atinge quase três quartos dos municípios do país, que não devem resolver a inadimplência até o fim do ano, segundo avaliação da Confederação Nacional de Municípios (CNM)”, observa o texto do Valor Econômico.
A pesquisa da Firjan recebeu respostas de 85% dos  5.568 municípios brasileiros. O Presidente da Associação dos Prefeitos do Ceará (Aprece), Expedito Nascimento, considera que o quadro financeiro tende a se agravar ainda mais uma vez que, no mês de dezembro, tem o comprometimento com o 13o salário, que deixa muitas prefeituras sem condições de saldar esse benefício com os servidores.

Com informações do Ceará Agora

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