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quinta-feira, 14 de julho de 2016

São Paulo é eliminado com arbitragem polêmica e gols de carrasco

Lugano se desentende com jogador da equipe colombiana. (Foto: EFE)

Acabou na noite desta quarta-feira o sonho do tetracampeonato da Copa Libertadores da América para o São Paulo. O clube brasileiro precisava de uma vitória por dois gols de diferença para seguir vivo na competição, mas voltou a perder para o Atlético Nacional-COL, desta vez por 2 a 1, em duelo disputado no lotado Estádio Atanasio Girardot, em Medellín, válido pelas semifinais do torneio continental. 

Diante de aproximadamente 45 mil torcedores, que pintaram o estádio de verde e branco, o Tricolor até saiu na frente com gol de cabeça de Jonathan Calleri, aos oito minutos do primeiro tempo - o argentino chegou à artilharia isolada da competição, com nove tentos. No entanto, os colombianos trataram de frear o ímpeto são-paulino pouco depois, quando Borja, carrasco do jogo de ida, arrancou em velocidade para deixar tudo igual.

Precisando desesperadamente de mais dois gols no segundo tempo, o técnico Edgardo Bauza mandou a campo Alan Kardec e Luiz Araújo, que praticamente não tocaram na bola. Apáticos na etapa final, os brasileiros foram envolvidos facilmente pelos mandantes, que viraram o marcador em cobrança de pênalti convertida por Borja, autor de todos os quatro gols do Nacional nas semifinais. 

Com o resultado, o placar agregado das semifinais entre São Paulo e Atlético Nacional terminou em 4 a 1 a favor da representação de Medellín, uma vez que havia superado o time da capital por 2 a 0, em pleno Morumbi, há uma semana. Agora, os colombianos aguardam o vencedor do confronto entre Boca Juniors e Independiente del Valle. Os equatorianos venceram o jogo de ida, de virada, por 2 a 1, em casa. A volta está marcada para esta quinta-feira, às 21h45 (de Brasília), no estádio La Bombonera, em Buenos Aires.

O São Paulo, por sua vez, buscará sua sétima final de Libertadores no ano que vem caso obtenha a vaga ainda nesta temporada. A classificação pode vir através do Campeonato Brasileiro, pelo qual volta a jogar neste domingo, às 16 horas, quando faz o clássico com o Corinthians, no Estádio de Itaquera. 
O jogo - Tudo o que o São Paulo queria para o começo do jogo aconteceu. Logo aos oito minutos, Michel Bastos descolou cruzamento na segunda trave, Calleri subiu mais alto do que os zagueiros, e testou firme, encobrindo o goleiro Armani. Na comemoração, o argentino pediu serenidade aos companheiros: "Tranquilo. Tranquilo".

Mas de nada adiantou o pedido do artilheiro do São Paulo. O Atlético Nacional tratou de jogar um balde de água fria nas pretensões tricolores apenas sete minutos depois de levar o gol. Após passe errado no meio-campo, Berrío tocou em profundidade para Borja, que ganhou na corrida de Lugano e Bruno e bateu cruzado de esquerda, sem chances para Denis. 

Pouco depois o time brasileiro quase retomou a frente do placar. Em uma jogada confusa, Calleri apareceu livre na grande área. O camisa 12 cabeceou, encobriu novamente Armani, mas bola bateu caprichosamente no travessão e saiu.

A partir de então, o jogo ficou lá e cá. Aos 26, Centurión fez boa jogada pelo meio e tocou na esquerda para Michel Bastos, que cruzou rasteiro. A bola passou em frente ao gol do Nacional, mas o carrinho de Calleri não a alcançou. Cinco minutos depois, a resposta dos mandantes: pela direita, Macnelly Torrez cruzou para o meio da área, Marlos Moreno, totalmente livre de marcação, veio de trás e isolou por cima do gol de Denis. 

Aí quando o jogo se encaminhava tranquilo para o intervalo, o último lance do primeiro tempo acabou com a calmaria dentro de campo. Michel Bastos deu bom passe para Hudson, que se infiltrou no meio da grande área e foi empurrado por Bocanegra antes de finalizar. O árbitro chileno Patricio Polic mandou seguir, provocando a ira dos são-paulinos. Centurión, inclusive, levou cartão amarelo por reclamação.

Como nada aconteceu nos primeiros minutos do segundo tempo, Edgardo Bauza promoveu a entrada de Alan Kardec no lugar de Hudson, que àquela altura já tinha um cartão amarelo. Mas quem chegou primeiro foi o Nacional. Aos 11, Borja invadiu a área pelo meio e bateu cruzado de esquerda, porém dessa vez Denis agarrou a bola. Logo em seguida, Marlos Moreno deixou Mena para trás na esquerda e chutou sem ângulo. A bola passou perigosamente rente à trave da meta são-paulina. 

A alteração do Patón pouco surtiu efeito. Tanto que os locais continuaram mandando na partida. Aos 15 minutos, o time de Medellín por pouco não colocou um ponto final na decisão: Borja passou por Rodrigo Caio, driblou Denis e passou para Berrío que, sem goleiro, finalizou em cima de Bruno.

Precisando urgentemente de um gol para colocar "fogo" na partida, Bauza mandou o garoto Luiz Araújo a campo na vaga de Centurión. O jogador de 20 anos, no entanto, pouco somou ao setor ofensivo do São Paulo, que até o momento não havia finalizado sequer uma vez no gol de Armani na segunda etapa. 

Para piorar a situação, Carlinhos, que há pouco entrara no lugar do cansado Mena, fez pênalti ao cortar cruzamento de Guerra com a mão. Na cobrança, Borja bateu no ângulo esquerdo de Denis e decretou a virada aos 32 minutos. Revoltados com a marcação da penalidade, os jogadores e integrantes da comissão técnica do Tricolor reclamaram acintosamente com o árbitro chileno, que acabou expulsando Lugano, que já estava pendurado, Wesley, o mais exaltado entre todos, e o auxiliar José Daniel Di Leo.

Quando a partida foi reiniciada, já aos 40 minutos, o São Paulo estava desmontado e sem qualquer organização tática em campo. Bastou ao Atlético Nacional tocar bem a bola, que é o que de melhor faz, e esperar o tempo passar para atingir sua terceira final na história da Libertadores.

Fonte: Terra, com Gazeta Esportiva

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