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sexta-feira, 17 de junho de 2016

Machado rebate Temer e diz que assumiu "compromisso de falar a verdade" na Lava Jato

Michel Temer considerou declarações de Machado "levianas, irresponsáveis e mentirosas" (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

O ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado reafirmou em nota divulgada nesta quinta-feira (16) que o presidente em exercício Michel Temer (PMDB) solicitou, em 2012, recursos para a campanha eleitoral de Gabriel Chalita, então candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo. Foi a primeira manifestação pública de Machado desde que vieram à tona gravações feitas por ele e o conteúdo de sua delação premiada, que compromete outros 24 políticos além de Temer.

A divulgação da nota foi motivada pelo pronunciamento feito mais cedo por Temer. O presidente em exercício afirmou na manhã desta quinta-feira que a acusação de Machado é "leviana, irresponsável e mentirosa". O peemedebista disse ainda que alguém que tivesse cometido o "delito irresponsável" apontado por Machado não poderia presidir o País.

"Quando se faz acordo de colaboração, assume-se o compromisso de falar a verdade e não se pode omitir nenhum fato; falo aqui sob esse compromisso", rebateu Machado na nota.

"Em setembro de 2012, fui procurado pelo senador Valdir Raupp (PMDB-RO), presidente em exercício do partido, com uma demanda do então vice-presidente da República, Michel Temer: um pedido de ajuda para o candidato do PMDB a prefeito de São Paulo, Gabriel Chalita, porque a campanha estava em dificuldades financeiras. Naquele mesmo mês, estive na Base Aérea de Brasília com Michel Temer, que embarcava para São Paulo. Nos reunimos numa sala reservada. Na conversa, o vice-presidente Michel Temer solicitou doação para a campanha eleitoral de Chalita", diz o ex-presidente da Transpetro.

Segundo Machado, tanto Temer quanto os demais políticos citados sabiam que a "solicitação" seria repassada por um fornecedor da Transpetro por meio de sua influência direta. "Não fosse isso, ele teria procurado diretamente a empresa doadora", disse.

"Após esta conversa mantive contato com a empresa Queiroz Galvão que tinha contratos com a Transpetro, e viabilizei uma doação de R$ 1,5 milhão feita ao diretório nacional do PMDB. O diretório repassou os recursos diretamente à campanha de Chalita. A doação oficial pode ser facilmente comprovada por meio da prestação de contas da campanha do PMDB", relatou Machado.

O ex-presidente da Transpetro informou ainda que, de fato, nunca esteve com Gabriel Chalita. Em resposta às acusações, Chalita havia dito que não conhecia Machado e nunca havia pedido recursos a ele.

Estadão Conteúdo

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