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segunda-feira, 6 de junho de 2016

Biel chama repórter de "gostosa" em entrevista e diz que "a quebraria no meio"

Foto/Divulgação

Gabriel Araújo Marins Rodrigues, o cantor Biel, de 20 anos, foi denunciado por uma repórter do Portal iG (que pediu para não ser identificada) na 1ª Delegacia da Mulher de São Paulo por assédio sexual, ao chamar a jornalista de “gostosinha” e dizer que “a quebraria no meio” se mantivesse relações sexuais com a profissional. Segundo a delegada titular Giovanna Valenti, há fortes evidências de que a jovem de 21 anos tenha sido vítima do crime.
A investida de Biel ocorreu em maio deste ano, durante entrevista para divulgação do novo CD do artista, na capital paulista. O contato da repórter com o cantor se deu em dois momentos e foi testemunhado por outras pessoas que acompanhavam a conversa. O diálogo também foi gravado em áudio e video, material entregue à polícia como prova no processo de investigação.
A gravação em áudio registra Biel respondendo a diversas perguntas sobre o novo trabalho e sua vida pessoal. Acompanhando a entrevista de outro repórter, a jornalista doiG menciona ter quase a mesma idade do artista, que retruca: "Idade não significa nada. Se te pego, te quebro no meio". 
Já no registro em vídeo, o cantor deveria comentar as frases mais comuns relacionadas a seu nome e que aparecem com mais frequência no Google.
Na ocasião, a sentença mais buscada era a pergunta “Biel é bi?”. "Por quê? Você quer que eu te mostre com atos e ações?", rebate o cantor na filmagem, deixando a repórter visivelmente constrangida. Após elaborar melhor a resposta, ele conclui: "E eu sou heterossexual. Eu gosto é de boceta".
Risos são ouvidos ao fundo, enquanto uma pessoa que acompanha a filmagem justifica a atitude. "Ele está com sono." Outro diz: "Relaxa, ele é assim mesmo". 
"Gostosinha"
Em outro momento do vídeo, o próprio artista entrega seu celular à repórter e solicita que ela atenda a uma ligação durante a entrevista. Após dizer a um amigo de Biel que "ele está concedendo uma entrevista e ligaria depois", a repórter devolve o aparelho ao artista e é chamada por ele de "cuzona".
Em seguida, Biel volta a pegar o aparelho e inicia uma conversa em vídeo com o tal amigo, na qual define a repórter. "Mano, que ramelona essa mina, mas dá um desconto porque ela é gostosinha", diz o cantor, na frente de todos os demais ouvintes. Na sequência, ao ser questionado pela repórter se dava selinho em fãs, ele responde: "Sim, você quer que eu te dê um (selinho)?". A jovem responde que "não".
Uma das pessoas que acompanharam a cena afirma, sob condição de anonimato, que a repórter se mostrou bastante desconfortável durante toda a conversa. "Ela ficou visivelmente incomodada, mas deu uma risadinha e eu também, para quebrar esse climão. Depois, na hora que fui embora, percebi que ela estava chocada, visivelmente nervosa. O que ele disse me incomodou – e sou homem. Como não incomodaria ela, que é mulher?", questiona.
A repórter explica que a denúncia contra Biel é pelo direito de ser respeitada, uma luta "para poder fazer o meu trabalho e esse tipo de coisa não acontecer mais".
“Após o assédio sexual, todo mundo me deu apoio e falou para registrar boletim de ocorrência, para expor mesmo e não deixar passar batido. Quero que nenhuma outra mulher passe por isso, e nem eu, de novo", justifica-se.
Assédio sexual
Representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman teve acesso ao teor da denúncia e às provas e explica que as atitudes de Biel devem ser classificadas como assédio sexual. "Usar palavras de baixo calão e de conotação sexual estando em posição superior ou de poder em relação à mulher comprovam o assédio sexual neste caso. Já vi muito isso no universo artístico, acompanhei muitos casos de famosos denunciados”, ressalta Nadine.
"Parece difícil, mas é simples identificar o assédio sexual. Se a conduta é aceita pela mulher, é paquera ou namoro, é bacana. Mas se ela diz não, é não. Os homens, especialmente, têm de entender que as duas partes precisam concordar. Se uma delas não concorda, é assédio, é violência."
Para a representante da ONU Mulher, "esses homens estão bem distantes de suas reais responsabilidades porque têm sempre alguém que responde por seus atos, alguém que senta sobre os processos e leva a punição no lugar deles. Assim, geralmente esses homens se sentem superiores por causa dessa sensação de impunidade.”

Por Patrícia Moraes/Portal IG

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