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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Pesquisa que achou zika em macacos no Ceará analisará mais 300 animais

Macaco-prego foi uma das espécies em que o vírus da zika foi encontrado (Foto: Divulgação)

Cerca de 300 animais silvestres devem ser analisados até o fim do ano, no Ceará, para identificar o vírus zika. No mês passado, os pesquisadores encontraram a doença em sete animais no Estado. Os quatro saguis (soins) e três macacos-prego infectados foram os primeiros encontrados com a doença fora da África.

Além dos locais onde o vírus já foi identificado — Guaraciaba do Norte, Quixeré, São Benedito e Tabuleiro do Norte — pesquisadores já visitaram Limoeiro do Norte e Camocim. Eles seguirão para as regiões de Canindé e Cariri.

A pesquisa começou em março de 2015 e, a princípio, tinha intenção de identificar raiva nas espécies. Acabaram encontrando o vírus zika. Agora, eles buscam ambos.

Mais 11 animais silvestre foram capturados desde abril. Segundo a médica veterinária Naylê Holanda, que coordena o projeto pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), os especialistas estão visitando novos municípios em busca de animais. “Na primeira visita, fazemos poucas capturas. Normalmente, quando retornamos conseguimos mais animais”, explicou.

Para a pesquisa do vírus zika serão selecionados apenas os macacos, espécie que a doença também contamina, além dos humanos. Os bichos serão enviados para análise em São Paulo. De acordo com a médica veterinária, ainda não é possível precisar quando os próximos resultados serão divulgados. “Já sabemos que os macacos foram infectados a partir de humanos doentes. Os mosquitos picaram pessoas e depois os macacos”, esclareceu.

Combate

A constatação de que o vírus está infectando animais no Ceará mostra que a doença pode ser mais difícil de ser controlada do que se pensava. Os animais testados têm hábitos domésticos ou vivem próximos aos humanos. A preocupação é com a hipótese de o vírus ser transmitido pelos animais silvestres a pessoas. A cadeia de transmissão, nesse caso, seria similar à ocorrida com a febre amarela.

Os estudos são realizados por grupo de pesquisadores do Ceará e de São Paulo, numa parceria entre o Instituto Pasteur, de São Paulo, o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP) e a Sesa.

Fonte: Diário do Nordeste

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