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sexta-feira, 15 de abril de 2016

Alunos do CE têm maiores níveis de leitura e escrita

A pesquisa, com base na Avaliação Nacional de Alfabetização, revela que 85% das crianças da rede pública do 3º ano leem adequadamente (Foto: Fernanda Siebra/Diário do Nordeste)


Uma das metas do Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado em 2014 pela presidente Dilma Rousseff, é, no prazo de 10 anos, alfabetizar todas as crianças brasileiras até, no máximo, o 3º ano do ensino fundamental. Apesar de ainda não ter atingido o objetivo por completo, o Ceará já registra avanços. De acordo com dados do Ministério da Educação, compilados pelo site Observatório do PNE, em 2014, os níveis de proficiência em leitura e escrita dos estudantes cearenses ao final do ciclo de alfabetização foram os melhores dentre os estados do Nordeste.

Segundo o levantamento, que teve por base as informações da Avaliação Nacional de Alfabetização, naquele ano, 85% das crianças da rede pública cursando o 3º ano conseguiam ler adequadamente. O índice foi, com folga, o maior da Região. Em segundo lugar, ficou o Estado do Rio Grande do Norte, onde 64,9% dos alunos alcançaram bons resultados.

Na habilidade de escrever, embora menor e mais distante da meta, o percentual também teve destaque no Nordeste. Um total de 61% dos alunos no Estado chegaram a níveis adequados de escrita. No restante da região, o índice mais alto foi, novamente, o do Rio Grande do Norte, com 54,2%.

Acompanhamento

O coordenador de Cooperação com os Municípios da Secretaria de Educação do Estado (Seduc), Henrique Martins, considera os números positivos e afirma que o bom desempenho dos estudantes pode ser atribuído às iniciativas do órgão na área de alfabetização, em especial o Programa Alfabetização na Idade Certa (Paic). Conforme o gestor, os esforços da Secretaria da Educação do Ceará envolvem capacitação de professores, monitoramento por meio de avaliações e acompanhamento dos alunos, distribuição de material paradidático, premiação de escolas e outras ações.

O coordenador destaca que, na prática, a Seduc trabalha com a proposta de alfabetizar as crianças ainda no 2º ano do ensino fundamental, antecipando o objetivo do PNE. Mesmo seguindo uma meta mais ambiciosa, os resultados são satisfatórios.

As análises feitas pelo órgão por meio do Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Ceará (Spaece) mostraram que, em 2014, 85% dos alunos desta série já se encontravam nas últimas escalas de alfabetização, chamadas alfabetização suficiente e alfabetização desejável. Dos outros 15%, 10% estavam na escala intermediária e apenas 5% nas duas escalas iniciais, alfabetização insuficiente e não alfabetizados. "O Ceará já estabeleceu a prática de alfabetizar até os sete anos de idade, que seria o 2º ano. Como fazemos a avaliação nessa série, ainda temos mais um ano para trabalhar a leitura e a escrita dentro ciclo de alfabetização", explica Martins.

Diante dos índices de escrita mais baixos, este deve ser foco para os próximos anos, diz o coordenador. "Nossa meta era ter todas as crianças alfabetizadas. Ainda temos 15% que não estão. Agora, estamos reforçando esse trabalho com os alunos que têm dificuldades", ressalta.

Avaliação

Para a professora Adriana Braga, da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará (UFC), é imprescindível que os alunos cheguem ao 3º ano do ensino fundamental mostrando domínio da leitura e da escrita. "Este aspecto é determinante para o bom desempenho do alunado em todo o seu percurso escolar. O aluno terá mais chances de desenvolver melhor a interpretação e compreensão textual, bem como o raciocínio lógico necessário à aprendizagem adequada em qualquer disciplina que vier a estudar", afirma a especialista.

Na visão de Adriana, os índices de 2014 representam melhorias se comparados aos de anos anteriores, mas o Ceará ainda precisa avançar muito se quiser atingir as metas do Ministério da Educação. "É preciso melhorias contínuas das metodologias já utilizadas, que precisam de renovação e atualização para que o alcance da aprendizagem se eleve cada vez mais. Outro aspecto primordial é em relação à formação dos professores. É necessário que os cursos de licenciatura em Pedagogia atualizem seus currículos no intuito de fortalecer a preparação do professorado", diz a professora.

Fonte: Diário do Nordeste

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