Limite de renda do Minha Casa Minha Vida sobe para R$ 6,5 mil


A presidente Dilma Rousseff lançou ontem a terceira fase do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), com previsão de contratar mais de 2 milhões de moradias a serem construídas até 2018. Com novos limites para as faixas, o teto de renda familiar do programa passou de R$ 5 mil para R$ 6,5 mil. Já o valor máximo do imóvel foi de R$ 190 mil para R$ 225 mil.

Também foi implantada uma nova faixa, a chamada 1,5, que vai facilitar a compra da casa por famílias que ganham até R$ 2.350. Além disso, um novo portal vai unificar o cadastro e permitir que os interessados façam simulações de financiamento online.

O Minha Casa Minha Vida 3 deve investir R$ 210,6 bilhões ao longo de três anos. Desse total, informa o Governo, R$ 41,2 bilhões virão do Orçamento Geral da União e R$ 39,7 bilhões de subsídios do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O aporte de recursos foi aprovado pelo Conselho Curador do Fundo e não acarretará prejuízos aos trabalhadores. Os R$ 129,7 bilhões restantes virão de financiamentos realizados por meio do FGTS.

Mudança
O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, esteve presente no lançamento do MCMV3, realizado ontem no Palácio do Planalto, e, em discurso, destacou a importância dessa política pública para o setor e para a população. “Este é um programa que, dentro da formalidade, gera renda, impostos e principalmente empregos, em um momento tão difícil quanto o que passa o País e, em especial, a construção civil”, afirmou.

Martins também apontou a necessidade de a nova faixa 1,5 (até R$ 2.350 mil) respeitar o mercado. “A chave do sucesso das faixas 2 e 3 está no respeito ao mercado. Temos certeza de que encontraremos mecanismos para que a nova faixa atenda esta condição”. Destacou ainda a expectativa do Minha Casa Minha Vida vir a ser um programa de Estado.

O presidente do Sindicato da Indústria da construção civil no Ceará (Sinduscon-CE), André Montenegro, disse que qualquer estímulo à construção civil é importante. “É sempre bom saber que o Governo está querendo continuar um programa como esse”, comenta, considerando porém que primeiro o governo deveria terminar o MCMV 2.

Com informações do O POVO

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