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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Após pressão da categoria, negociação sobre lotação nos CEJAs continua

Foto/divulgação
A segunda rodada de negociação entre uma comissão de professores dos Centros de Educação de Jovens e Adultos (CEJA), Sindicato APEOC e Secretaria da Educação do Estado durou mais de cinco horas na tarde e noite desta terça-feira (12). A Seduc propôs mudanças na lotação dos docentes nas unidades que, do ponto de vista dos professores e da representação sindical, não contemplam a realidade dos CEJAs nem as reivindicações do coletivo propostas no encontro realizado no dia 06 de janeiro.

Propostas da Seduc

Diferentemente da proposta original, a lotação de professores seria feita por cada diretor de CEJA a partir de uma carga horária máxima semanal, levando em conta o número de estudantes matriculados. Para a Secretaria da Educação, a distribuição dos professores por turno seria de acordo com a demanda de alunos por disciplina.
 A regra seria assim:Em relação ao Serviço de Assessoramento Pedagógico (SASP), a lotação seria assim:
 Até 500 alunos: 480 horas/aula por semana (12 professores de 200 horas/aula) Até 500 alunos: 40 horas semanais
 De 501 a 1000 alunos: 640 horas/aula por semana (16 professores de 200 horas/aula) De 501 a 1.000 alunos: 40 horas semanais
 De 1001 a 2000: 1200 horas/aula semanais (30 professores de 200 horas/aula) De 1.001 a 2.000 alunos: 80 horas semanais
Acima de 2001 alunos: 1.400 horas/aula semanais (35 professores de 200 horas/aula)Acima de 2.001 alunos: 80 horas semanais

Reuniao.SEDUC.CEJAs.02
Em relação aos Laboratórios de Informática, fica garantida a lotação de um professor com carga de 40 horas/aula, sendo 13h de planejamento e 27 horas de regência (10h para cursos, 5h para apoio a professores e 12h para atividades complementares). Fica mantida a possibilidade de ter um aluno bolsista por turno para dar apoio logístico à atividade de laboratório. A Seduc também acenou para a possibilidade de montar laboratórios de Ciências nos CEJAs com lotação de professores nesse ambiente. Vai depender da disponibilidade de espaço físico na escola e as condições financeiras do Estado em 2016.

Fala, categoria

Em relação à lotação de professores nos CEJAs a partir da distribuição por uma carga horária semanal máxima, a categoria, por meio do Sindicato, entende que essa alternativa não contempla a realidade dessa modalidade de ensino. No caso das unidades com até 500 alunos, por exemplo, a carga horária proposta pela Seduc é de até 480 horas/aula semanais, o que corresponderia a 12 professores (200h). Como são ministradas 12 disciplinas, seria apenas um professor por disciplina para atender os 3 turnos de funcionamento da escola. Para o Sindicato APEOC e para a comissão de professores, esse número inviabiliza a oferta do serviço de forma ininterrupta, como prevê as diretrizes para a Educação de Jovens e Adultos. Em situações de falta e licenças por motivo de saúde, por exemplo, o atendimento ao aluno ou não seria realizado ou seria feito por professores de uma área diferente da que o estudante precisaria.
Anízio Melo, presidente do Sindicato APEOC, disse que não ficou convencido pelas alternativas que foram colocadas pela Seduc. “Nossas expectativas de avanço desmoronam diante do que o Governo apresentou. Já que não houve um entendimento mínimo do que é possível, é necessário continuar negociando. Há uma perspectiva e intenção desse coletivo de CEJAs para discutir a realidade dessa modalidade de ensino, para além da lotação. Temos que discutir também a qualidade, a oferta de serviço, o financiamento da Educação de Jovens e Adultos”, disse Anízio.

Encaminhamentos

Ficou acertado para quinta-feira (14), às 16h, um novo encontro para continuar as negociações. Na próxima audiência, além dos professores dos CEJAs, do Sindicato APEOC e da Seduc, também vão ser convidados os gestores das unidades para ampliar a discussão sobre as mudanças na portaria de lotação.

Com informações da APEOC

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